domingo, 1 de maio de 2011

F.C.Porto Vitalis muito perto da renovação do título nacional.

A vitória sobre o Sporting, que deixa os Dragões a outra da renovação do título, ainda com três jornadas por disputar, não pode ser contada sem o auxílio de um nome: Ricardo Moreira. Figura incontornável de um jogo acelerado, emergiu na adversidade e conquistou a plateia enquanto marcava 15 golos. Foi assim este domingo, no Dragão Caixa.





Intenso, repetidamente disputado a alta velocidade, num ritmo cadenciado pela avidez goleadora dos Dragões, o jogo abriu com a vantagem do Sporting, num inconsequente exercício de hegemonia incapaz de atingir a barreira dos 10 minutos. Um pouco antes, Dario Andrade tinha composto a primeira situação de supremacia portista no marcador (6-5), ampliada por três golos consecutivos de Ricardo Moreira.

Mas o ponto de viragem, instante absolutamente decisivo do jogo, foi só um dos vários momentos fascinantes proporcionados pelo capitão portista, autor de 15 golos e o melhor marcador de uma partida em que não teve rival, ou não tivesse ele apontado mais de metade dos golos do que os números globais do Sporting.

Com Ljubomir Obradovic extremamente interventivo, repetindo e rectificando instruções que reduziam o grau de permeabilidade da defesa, que, por si só, decompôs por 15 vezes o ataque adversário antes mesmo do remate, o FC Porto Vitalis avolumava a diferença, num registo que sofreria oscilações e aproximações pontuais ao sabor do número de exclusões e acções disciplinares, atenuadas pela impressionante exibição do número 19 portista.

Além do número de golo obtidos, o grau de eficácia e o método pelo qual os fez dizem bem da relevância do ponta-direita dos Dragões num encontro que deixa os azuis e brancos a apenas uma vitória do tricampenato: 7 golos em 7 livres de 7 metros, que despertaram sinais de profunda irritação no guarda-redes Hugo Figueira, e 6 golos na conclusão de 7 contra-ataques são indicadores de sobra de uma eficiência, no mímino, admirável.

No final da partida, na conferência de imprensa, o treinador Ljubomir Obradovic reconheceria um ligeiro decréscimo de motivação depois da vitória sobre o Benfica, dado que, de alguma forma, condicionou o desempenho portista frente ao Sporting, na proximidade da renovação do título. Distinguiu, ainda assim, o mérito da equipa pela vitória e o apoio crescente dos adeptos: Fizemos um bom jogo, rápido e com muitas assistências, e soubemos controlá-lo. Os adeptos apoiam-nos cada vez mais e nós estamos agradecidos a todos eles».

FICHA DE JOGO

FC Porto Vitalis-Sporting, 31-27
Andebol 1, fase final, sétima jornada
1 de Maio de 2011
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.666 espectadores

Árbitros: Mário Coutinho e Ramiro Silva

FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino (gr), Ricardo Moreira (15), Filipe Mota (2), Tiago Rocha (3), Inácio Carmo (5), Nuno Grilo (1) e Dario Andrade (3)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Gilberto Duarte (2), Pedro Spínola (0), Elias Nogueira (0), Wilson Davyes (0)
Treinador: Ljubomir Obradovic

SPORTING: Hugo Figueira (gr), Pedro Portela (1), João Pinto (1), Carlos Galambas (0), Hugo Rocha (2)), Fábio Magalhães (2) e Ricardo Dias (5)
Jogaram ainda: Henrique Carltota (gr), Bruno Moreira (6), Vladimir Zelenovic (3), Rui Silva (6), Pedro Solha (1), Pedro Seabra (0)
Treinador: Branislav Pokrajac

Ao intervalo: 17-13
Marcha do marcador: 7-5 (10m), 13-8 (20m), 17-13 (30m), 22-18 (40m), 26-23 (50m) e 31-27 (60m)

2 comentários:

100% Dragão disse...

Boa Noite

Excelente jogo...

Agora só falta 1 vitória para o TRI

Abraço

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Estive presente no Dragãozinho, quase lotado, com um grande ambiente. Os nosso atletas bem merecem o nosso apoio. Tem feito uma época fantástica e pena foi terem sido arredados da EHF Champions League, com aquela arbitragem vergonhosa.
Ricardo Moreira merece destaque porque fez uma excelente partida, mas queria destacar também o cubano Quintana, que fez um grande jogo. Os jovens angolanos, ainda estão muito “verdinhos”, têm falhas técnicas que não podem acontecer ao mais alto nível. Inácio Carmo e Tiago Rocha fizeram uma partida de grande entrega e garra. O nosso “general” Obradovic é um grande treinador. Está constantemente a dar indicações aos atletas e vê-se grande empatia com os atletas, apesar dos necessários puxões de orelhas.
Mais uma vez fomos prejudicados pela equipa de arbitragem, com constantes exclusões, e não marcação de jogo passivo, passos etc. Lamentável querem tirar-nos do rumo do título recorrendo a estes meios.
Estamos a uma vitória de conquistar o tricampeonato, e na fase final aquando dos cumprimentos habituais dos atletas eles demonstravam grande confiança que isso acontecerá já na próxima jornada.

Abraço

Paulo

http://pronunciadodragao.blogspot.com/