sexta-feira, 18 de março de 2011

Venham daí os os quartos-de-final.

Hulk e Fredy Guarín marcaram pelos "dragões", de nada valeu aos russos o tento de honra apontado por Zoran Tošić. Logo no início do encontro no Estádio do Dragão o FC Porto precisou de menos de um minuto para se adiantar no marcador. Hulk marcou um livre no lado direito, cruzou para a área russa à procura de um desvio de um colega de equipa Fredy Guarín parecia ir ser o destinatário, mas o colombiano não chegou à bola, acabando a mesma por trair o guarda-redes Igor Akinfeev e a bola entrou directamente na baliza.





Os visitantes reagiram bem à entrada de pesadelo e ficaram perto da igualdade dois minutos volvidos, quando Helton negou o golo a Vágner Love, defendendo para a barra uma tentativa de cabeça do dianteiro brasileiro. O arranque frenético foi sendo paulatinamente substituído por um equilíbrio de forças, mas a partida sofreu novo abanão aos 24 minutos. Sergei Ignashevich atrasou mal de cabeça para Akinfeev e o guarda-redes, na tentativa de evitar o canto, acabou por colocar a bola à disposição de James Rodríguez, que cruzou de imediato para a área do CSKA, onde apareceu Guarín a atirar a contar. Estava feito o 2-0.

Os "dragões" pareciam ter a eliminatória mais do que controlada, mas uma falha de marcação aos 29 minutos devolveu alguma esperança ao CSKA. Alan Dzagoev descobriu Tošić solto no lado direito do ataque russo e este finalizou com mestria de pé esquerdo. O 2-1 lançou a equipa portista para um período de alguma intranquilidade até ao intervalo, com o veloz Tošić a mostrar-se sempre muito perigoso no flanco esquerdo do ataque moscovita.

A toada manteve-se no reatamento e André Villas-Boas, técnico do FC Porto, não hesitou em mexer na sua equipa para voltar a assumir o controlo do encontro, trocando James por Fernando Belluschi logo aos 52 minutos. O médio argentino trouxe mais posse de bola ao conjunto "azul-e-branco" e foi seu o canto que proporcionou um cabeceamento ligeiramente por cima a Rolando, decorria o minuto 54.

As dificuldades do CSKA em voltar a criar oportunidades de golo foram-se acentuando com o avançar do relógio, com o FC Porto a jogar no meio-campo contrário e a inviabilizar sempre as ténues tentativas dos forasteiros. Rolando ainda introduziu a bola na baliza moscovita aos 78 minutos, mas o lance foi invalidado uma vez que o central ajeitou a bola com o braço. Contudo, a frustração do internacional português cedo foi recompensada com o apuramento os quartos-de-final, cujo sorteio decorre esta sexta-feira, ás 12:00 em Nyon.

5 comentários:

dragao vila pouca disse...

Quem elimina equipas com a qualidade e nível do Sevilha e do CSKA, da forma clara e justa como o F.C.Porto conseguiu, tem direito a sonhar grande. Não somos nem queremos ser favoritos, mas somos candidatos, não agora que chegamos aos quartos-de-final, mas desde o início da época, quando o nosso treinador disse e estabeleceu um compromisso com a vitória, em todas as competições.


Foi um belo Porto aquele que evoluiu hoje no Dragão. Um Porto tranquilo, tacticamente seguro, bem a defender, bem a criar, bem a atacar e bem a controlar. Se uma ou outra vez, estivemos em dificuldade, foi porque do outro lado estava uma grande de equipa, recheada de bons jogadores e não porque não estivessemos bem. Tivemos, é verdade, a sorte de marcar no primeiro lance de ataque, no primeiro minuto - e como era importante marcarmos primeiro! -, mas depois justificamos a vantagem e se o dois a zero era pesado, com o golo dos russos fez-se justiça, numa primeira-parte equilibrada, com bola lá bola cá, bem jogada, mas com o conjunto de Villas-Boas mais próximo de aumentar a vantagem que de sofrer o empate.

Na etapa complementar e com o passar dos minutos, houve cada vez mais Dragão e menos CSKA, com a equipa moscovita a ser enredada numa teia da qual nunca se libertou, com excepção de um remate perigoso, mas ao lado de Wagner Love. Para isso contribuiu e muito o técnico portista, que foi mexendo na equipa, primeiro com Belluschi, um médio e alguém mais capaz de ter bola, no lugar de James; depois com a saída de um Falcao trabalhador, mas complicativo e a escolher quase sempre as piores soluções, para a entrada de Varela, tendo a saída do avançado colombiano, permitido Hulk jogar solto e sem preocupações defensivas - o lateral russo subiu sempre e obrigou o Incrível da defender mais do que gosta. Com equipa assim, mais curta, mais compacta e tendo um meio-campo preenchido, trabalhador, tecnicamente dotado, com J.Moutinho e Belluschi, muito bem, um grande Fernando e um fantástico Guarín - percebem agora, porque não devemos fazer juízos de valor pecipitados e não devemos colocar logo o ferrete de barrete a um jogador? -, a equipa azul e branca foi sempre competente, jogou bonito, foi mais perigososa, sem ser avassaladora e merecia ter aumentado a vantagem. Um três a um daria uma melhor imagem do que foi o jogo.

Concluindo: estamos nos quartos de final e junto com nós estão mais sete equipas com as mesmas ambições. Quem tem um percurso como o do F.C.Porto, brilhante a todos os níveis, só pode esperar tranquilamente o sorteio de amanhã... Mas a Liga Europa tem tempo. Antes da próxima eliminatória, há um campeonato para ganhar. Concentração máxima frente à Académica.

Tirando C.Rodríguez que jogou pouco tempo, Falcao abaixo do que nos habituou e James que teve coisas boas, mas outras más, caiu demasiado e fechou mal o lado esquerdo, todos os restantes estiveram a um nível superior. Se tivesse que escolher o melhor em campo, sem hesitações, F.Guarín!
Esperava mais público no Dragão. O que querem mais, alguns portistas, para irem ao Estádio? A crise não justifica tudo...

Um abraço

Revolta FCP disse...

Ontem foi possível ver um jogo de futebol mais agradável, tacticamente muito evoluido e bem disputado.

Quem possa dizer que o Porto teve uma noite tranquila, não deverá ter visto o mesmo jogo que eu. O Porto soube sim estar atento, ter um posicionamento táctico exemplar e parar a perigosa máquina de contra-ataque do CSKA. A única falha (a meu ver) do Porto resultou num golo dos Russos.

No final das duas mãos fomos claramente mais fortes, soubemos gerir as coisas e avançar para os quartos-de-final da UEL.

E cá estamos nos quartos-de-final da UEFA Europa League. Do sorteio de hoje qualquer coisa serve. Acho que os únicos que queria evitar eram os russos (o Spartak pelo relvado esquisito e pela viagem), os ucranianos (o Dinamo pela viagem) e os espanhóis do Vilarreal (porque é um futebol sempre imprevisivel).

Bom seria apanhar um dos holandeses... mas com a sorte que temos eu apostava no seguinte Lineup:

1. FC Porto - Spartak Moscovo
2. SL Benfica - Twente
3. SC Braga - Dinamo Kiev
4. PSV - Villareal

Meias Finais
1. vs 4.
2. vs 3.

Mas isto sou eu que tenho a mania de adivinhar...

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Ontem como se previa tivemos um jogo complicado.

Este adversário é de grande qualidade, com grandes jogadores, que teriam lugar em algumas das maiores equipas europeias.

Shennikov, Tošić e Dzagoev são 3 jovens jogadores para mais altos voos, aos quais se juntam Love, Honda e Doumbia.

A qualidade do nosso adversário ainda reforça mais o nosso mérito na passagem.

Ontem tivemos de saber defender, e soubemos atacar nos momentos certos. Pena ontem termos um Falcao desinspirado.

Fernando na minha opinião foi o melhor em campo. Ele foi um autêntico eucalipto ... secou tudo à volta e foi o trinco de segurança à nossa defesa.

Hulk foi explosivo.
Guarin teve fantástico e muito bem no transporte de bola e recuperação.
Helton, Otamendi e Rolando muito seguros.
Sapunaru segurou bem Dzagoev e fez uma boa exibição.
Fucile esteve melhor a atacar do que a defender, e apanhou a "fava" pela frente - Tosic, e James não fechava quando o uruguaio subia, o que nos complicou a vida.

James esteve algo apagado, embora tenha estado envolvido no lance do 2º. golo.

Falcao esteve desinspirado, e teve uma exibição menos conseguida.

Mais uma vez Villas-Boas eteve muito bem nas substituições, e com a entrada de Belluschi passamos a controlar e a dominar o jogo e podíamos mesmo ter marcado mais um golo.

É histórico termos 3 equipas entre as 8 que hoje vão estar no sorteio dos quartos de final.

Espero que o FC Porto tenha um pouco mais de sorte no sorteio. Depois do Sevilha e CSKA ... que não nos saia o Dínamo de Kiev.
Também desejo que as equipas portuguesas não se encontrem para que haja mais possibilidades de termos mais equipas nas meias finais e quem sabe uma final portuguesa. Quando o FC Porto venceu a Taça Uefa, por muito pouco não tivemos um Boavista vs FC Porto na final, só mesmo o Celtic parou o Boavistão dessa época!

Fantástico o apoio do público.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

http://pronunciadodragao.blogspot.com/

P. Ungaro disse...

Boas,

Se duvidas existissem relativamente a qualidade do FC Porto este ano, ontem ficaram totalmente dissipadas.

Mais um passo na caminhada rumo a Dublin.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com

Dragaopentacampeao disse...

Com um golo na primeira jogada do desafio, não se podia pedir melhor.

No entanto, o FC Porto foi obrigado a grande trabalho defensivo para evitar os golos moscovitas na sua baliza. É que pela frente estava uma equipa que tinha sido vencida em casa própria, mas não ficara convencida.

A qualidade da equipa forasteira ficou evidente pela ousadia com que abordou o jogo. Em poucos minutos conseguiu uma coisa inédita no Dragão: Uma série de cantos impressionante.

O FC Porto sentiu dificuldades, nesse período, tanto mais que no capítulo do passe as coisas não estavam a sair de feição. Valeu-nos o desacerto defensivo adversário e o excelente quanto oportuno aproveitamento dos erros para aumentar a vantagem.

Porém, nem mesmo com três golos para recuperar, O CSKA baixou os braços. Conseguiu marcar um golo e criar alguma intranquilidade.

Só com a alteração do sistema táctico para o 4x4x2, com a entrada de Belluschi, o FC Porto tomou conta da partida, controlando-a até final.

Os Dragões acabavam de eliminar um dos mais sérios candidatos à vitória final.

Gostei especialmente do desempenho defensivo portista e da actuação de Fernando, um dos melhores em campo.

Preocupei-me com a manifesta falta de qualidade de passe, que provoca alguma irritação e submete a equipa a esforços redobrados.

Um abraço